quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

19º - De quando eu falo de ilusão

O rádio antigo, tocando na estação pouco nítida, músicas que eu pouco conheço. Faz tanto tempo que já estou neste lugar que nem lembro como vim para aqui. O vento gelado e o frio que faz aqui, meu Deus. Estou paralizado, somente o olhar que vai e vem entre cortinas e a lareira que pouco aquece nesse ambiente, ouço vozes. Engraçado o barulho que da pra ouvir de pessoas falando mesmo com o rádio ligado, desta vez eu reconheço a música.


Cara como o tempo passou. Consigo me lembrar vagamente. A porta abre, você! Lembrei. Trazendo mais um de nós. Mais uma marionete, que não se move, não sente, não fala. Só mexe os olhos enquanto o pensamento lhe ocorre. Tu não tens empátia, a egolatria que te abastece. Chegara o dia, penso, que tu olharás para tua coleção de tolos e não sobrará nenhum inteiro. Todo aquele colecionado cairá da sua prateleira de cristal, se quebrará, então tu terás somente olhos em sua direção, olhos sem expressões, somente a visão de uma pessoa que deixou o tempo passar em vão. Afinal, depois de tanto tempo, somos apenas marionetes colecionáveis, marionetes sem coração. E o rádio, parou de tocar.

domingo, 3 de janeiro de 2016

18º - Amor Expresso

Novo ano
Tempos de mudar
Morena, mulher
Encontrou no seu olhar


O chistoso viu-se amar
Amor à primeira vista
Vestido branco, olhos claros
Logo estava de partida


Quem diria
Que desse coração empedernido
Sairiam lágrimas cristalinas
A esperança, um sinal do destino


Logo o sol raiou, induzindo o despertar
Era ano velho e o raciocínio lento
Enxergou a utopia
Nada disso existiu, só restou o desalento

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

17º - Estranho Sentimento

Estranho o sentimento, como se o doce se torna-se amargo, que quebra o pensamento, divide em pedaços, e a imaginação perde a força pela falta de opções e oportunidade que são fragmentadas com o tempo. A angústia apita ao som do despertador, e o que é rotina, continua rotina, e o que é aventura, não é a sua aventura. O ferido, cuida de suas feridas incicatrizáveis e o desabafo através de palavras que por mais especificas que sejam, não descrevem com exatidão o sentimento da exaustão não física. Será que haverá uma explosão? Será que haverá um choque ou algo que iguale seus efeitos? Até quando devemos esperar? Devemos beber ao esperar? Um brinde a incerteza! Que bem ou mal nos surpreende e quanto mais você vive, mais surpresas têm. Ah! Se a vida decorresse da forma que imaginamos. Será que seria entediante ou fascinante? Perguntas e mais perguntas, questões estagnadas que nem os mais experientes e mais vividos sabem que rumos tomar para estas respostas, afinal, será que tudo tem que ter resposta? Continuo aqui, pensando...

'Damn my situation and the games 
I have to play
With all the things caught in my mind
Damn my education
I can't find the words to say
About the things caught in my mind'

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

16º - O Tempo

Ele corre, passa por sua face, entre seus dedos e nele ficam seus sentimentos e desejos. Seus dias correm devagar, a lentidão de um começo de semana e o voar do final dela. Nisso os meses, o grupo daqueles intermináveis dias passam deixando seus doze nomes estampados em mais um ano que passa. Os pedidos no final, para que no próximo você realize o que deixou passar e em mais um, procrastinar. Novas crianças, crescendo, e os dias que demoravam a passar, parecem voar, e o tempo que você era desapegado começa a desapegar de você.
Todos tem um dia de fúria, um dia de glória, um dia de prazer, um dia de descaso e o dia que acorda, que sente que tudo tem que mudar do nada e que as coisas, por mais planejadas que são tomam rumos diferentes e a expectativa quase nunca é a mesma, ou para ma
is, ou para menos. E neste ponto o desejo, a vontade, o gosto tem de ser trocados pelo suor, pela ação, pela realização, pela vida vivida. Agradecer e reconhecer por cada passo dado é essencial, assim poderá dar o próximo. Força de vontade, foco e determinação, falam por si sós, coisas acontecem, coisas que só se passam na imaginação.
Então, sem descaso com o tempo, aproveitei-o, administre-o, seja seu companheiro, confidente, que ele passará, deixará lembranças, provocará mudanças e forçará a saudade.
É hora de viver.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

15º - O Medo

O medo, o sentimento mais retrógrado que existe, ele nos impede de crescer, de mudar, de falar, até mesmo de escutar, progredir. Quantos sonhos perdidos por conta do medo, quantas palavras guardadas, quanto sentimento não demonstrado, quantos futuros que não se tornaram futuros, apenas opções que poderiam ser escolhidas no passado. Pessoas que foram, que ficaram, paradas, estáticas, por medo da decisão. Deixa, deixa ele de lado. Se ele fosse interpretado por um formato fisíco ele seria aquele individuo pessimista que fala que não dá, que não é possível, impossível, impossível saber que muita gente pensa assim. Não o deixe tomar as suas decisões, tome por sua inimiga, a coragem. O caminho para o sucesso exige muito mais do que estudar ou ter força de vontade, exige que você ouça o que o mundo te fala e pegue o que há de bom, de proveitoso, e o lixo que jogam todos os dias nos teus ouvidos, e simplesmente, joga-lo fora, simples. Não tenha medo, o começo e o final é igual para todos, o meio é você quem faz, não é aquele que te fala, é você, isso mesmo, você, então faça, somente faça, não tenha medo.

domingo, 25 de março de 2012

14º - O Dia

Bom dia! Mas, como foi o seu dia? Viveu o que tinha de viver nestas 24hrs ? O dia nasce e nasce junto a ele a chance de recomeçar, prosperar, a expectativa de quem gosta de tentar, arriscar. Tente, tente hoje, se não der certo não se preocupe, amanhã pode dar. A consequência vem, e como vem, bem ou mal, quem disse que consequência tem que ser só má? Repito, não... Insisto! Tente, aprenda a lidar com as adversidades, somos seres pensantes capazes de armazenar e proceder as mais complexas informações, sim, nem todas, é verdade, mas grande parte delas e podemos focá-las através dos nossos interesses e consequentemente de outras pessoas. Aprenda, hoje, te convido a aprender mais uma coisa comigo, sua vida é hoje, é agora, ajude a si, ajude aos outros e mais um, somente mais um conselho de mãe ou vó mas que veio de um amigo que viveu uma época onde dizer o que pensa não era uma boa coisa.

'Não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você.'

Bom dia!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

13º - A Música é invendável



Reparando nas bandas de hoje, não só de hoje mas as de hoje em dia só dão continuidade de um segmento de acontecimentos que gera um certo "efeito da mídia" em cima das bandas.
Uma banda começa, no início existem as virtudes da banda, as características de cada integrante e o ajuste que fixa o ideal de todos. Depois começam as misturas, as divergências e um ajuste final e logo que a banda se ajusta, começa a engrenar e assim conquista o seu público que vai crescendo gradativamente até que... acontece, a mídia! Aí pronto, a banda começa a tocar músicas que não são compostas pelos integrantes e sim pela produtora, o visual muda, roupas, cabelos, modo de falar, tudo pela banda? E daquele pequeno publico inicial de fãs restam apenas alguns que sabem do que realmente a banda foi fabricada. Um maior público aparece, fãs enlouquecidos, autógrafos, fotos com quem mal sabe o nome de seus ídolos, o sentimento de fama, aí a banda se perde, sempre, é sempre temporário, até que cai a ficha e o esquecimento. Amadurece e começa a fazer o som proposto no início novamente e daquele público enorme, alguns que ainda se identificam, ficam. Vale a pena? Inovar pelo seu objetivo esquecendo da sua essência? E o sentimento de crescer com uma outra identidade, pesa? Sempre pensei que a música fosse invendável, algo que você fizesse e oferecesse à pessoas que realmente se importam em ouvir, se fosse uma, duas, três, não importa, que elas realmente gostassem, essa era a missão, esse era o objetivo, a satisfação, e não vender uma imagem, um novo penteado. Não ter um público que decora a música e canta sem mesmo saber o que ela significa ou o que ela significa para você. A música é uma maneira de expressão, de idéias, ideais, identidade, não é apenas acordes passageiros, uma voz berrante e expressões ensaiadas e mecânicas.
E nesse caminho, bons músicos se perdem, boas música, tons, ficam pra trás, tudo por conta de roupas e um público que segue a onda e esquece do que realmente gosta de ouvir. Tem muita gente boa por aí, o que falta é curiosidade de uns, apoio de outros e no mas de tudo, pessoas que permaneçam e lutem por sua música nem que seja para uma, somente uma pessoa que realmente ouça e se importe.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

12° - Do pensamento ao papel

Levante-se!
Ouça o que não ouviu;
Sinta o que não sentiu;
Perdoe o seu pecado, perdoe a si.
No teu semblante o sorriso de quem sabe, de quem vive, ama, sofre, lembra e esquece.
Enaltece teus feitos, sonha os próximos.
Do primeiro ao último passo, o início e o fim, não são importantes,
o importante é o caminho, o enquanto, portanto, apenas percorra.

sábado, 17 de dezembro de 2011

11º - O Erro

O erro vem, sopra como o vento, erramos para todos lados, em todas as direções, em vezes sem saber, noutras, sabendo. Do que vale a vida sem o erro? Sem o aprendizado alheio? Sem o velho ditado: "É errando que se aprende"? O julgamento é o fator que enaltece o erro, o que diferencia do acerto, a interpretação do julgamento, o poder de dizer o que é ou não errado, e quem te dá esse poder? Conceitos? Experiências? Conciência? Ou apenas Influências? Seria errado não entender o lado do erro? Das circunstâncias que o levaram a acontecer? Que poderiam haver fatores que não são nem levados em consideração não importando o tamanho do erro? Talvez seja errado entender o erro... por este motivo as pessoas estão menos propensas a errar.

domingo, 20 de novembro de 2011

10º - Decisão

... em cima do móvel antigo que herdará de seus antecessores estava a bebida fina, à meio copo, à meia luz da tarde, era um dia de comemorações, deveria estar orgulhosa de si mesma, mas só pensará e pensaria no sentido de tudo aquilo que a rodeava. Cozinhará a manhã inteira, a vida inteira com dedicação, e em alguns dias teria o seu prêmio, críticos aos seus pés, era a melhor cozinheira, talvez a melhor do país, mas não queria, não queria apenas prêmio, queria mudar, mudar o mundo, salvar vidas talvez, algo expressivo, que a completasse. A música continuava tocando enquanto o sol baixava e o cair da noite aparecia, ela, a cozinheira, tomará um decisão, de ali em diante, deixaria sua conciência de lado para seguir seus instintos, uma decisão sóbria embora o liquído do copo chegará ao final.